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domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Origem do Universo e da Terra segundo a Mitologia Grega (Cosmogonia e Cosmologia) e a Pregação de São Paulo em Atenas

Os mitos gregos tentam explicar a origem do Universo da seguinte forma: no começo tudo era um Caos, havia escuridão e vazio. Dele, surgiu Gaia (a Terra) e Urano. Este teve vários filhos com Gaia, os chamados Titãs: eram seis titãs masculinos e seis femininos (Oceano, Céos, Créos, Hiperião, Jápeto, Téia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); deu origem também aos Ciclopes e aos Hecatônquiros. Urano obrigou os titãs a ficarem dentro de Gaia, até que Cronos, com uma lança adquirida a partir de Gaia, cortou os testículos de Cronos, liberou os titãs de Gaia, e o esperma que caiu dos testículos de Cronos se esparramou pelo oceano, e da espumam do oceano nasceu Afrodite, a deusa do amor e do sexo. Dessa forma, Cronos destronou Urano e tornou-se o rei de Gaia. Cronos casou-se com Reia e com ela teve vários filhos, os deuses olímpicos (Héstia, Deméter, Hera, Hades, Posídon e Zeus), só que assim que seus filhos nasciam, Cronos os engolia, pois tinha medo de ser destronado da mesma forma que fizera com seu pai, Urano. O único filho que não foi engolido foi o mais novo, Zeus, que com a ajuda de sua mãe, Reia,enganou o pai: Reia, quando deu à luz a Zeus, fingiu que este estivesse enrolado num pano, só que o que estava dentro do pano era uma pedra, e entregou para Cronos engolir. Cronos engoliu uma pedra, e com uma poção mágica entregue por Réia, Cronos vomitou todos os filhos que havia engolido.
Dessa forma, Zeus tornou-se o deus dos deuses, Poseidon, o deus dos mares, e Hades, o deus do mundo inferior.
Essa saga pode ser conferida clicando aqui, no item Era dos Deuses: Cosmogonia e Cosmologia.
Agora vou transcrever uma passagem do Novo Testamento que muito a propósito eu li ontem, passagem na qual Paulo faz a pregação ao povo grego em Atenas que depois de Jesus ainda tinham alguma crença em deuses gregos. Eis a passagem:

Pregação em Atenas
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, à vista da cidade entregue à idolatria, o seu coração enchia-se de amargura. Disputava na sinagoga com os judeus e prosélitos, e todos os dias, na praça, com os que ali se encontravam. Alguns filósofos epicureus e estóicos conversaram com ele. Diziam uns: "Que quer dizer esse tagarela?" Outros: "Parece que é pregador de novos deuses". Pois lhes anunciava Jesus e a Ressurreição. Tomaram-no consigo e levaram-no ao Areópago, e lhe perguntaram: "Podemos saber que nova doutrina é essa que pregas? Pois o que nos trazes aos ouvidos nos parece muito estranho. Queremos saber o que vem a ser isso." Ora (como se sabe), todos os atenienses e os forasteiros que ali se fixaram não se ocupavam de outra coisa senão a de dizer ou de ouvir as últimas novidades.
Paulo, em pé no meio do Areópago, disse: "Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!."
"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a sua vida, a respiração e todas as coisas. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns de vossos poetas disseram: 'Nós somos também de sua raça...'
"Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens. Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos."
Quando ouviram falar de
ressurreição dos mortos, uns zombavam e outros diziam: "A respeito disso te ouviremos outra vez." Assim saiu Paulo do meio deles. Todavia, alguns homens se aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio, o aeropagita, e uma mulher chamada Dâmaris; e com eles ainda outros (At 17, 16 a 34).

Assim, como se pode verificar da passagem citada, Paulo tentou convencer os gregos que devemos adorar a um único Deus, que é o Criador de toda a vida e de todas as coisas no universo, que nos dá a respiração e que vem julgar segundo a vossa justiça através de seu filho dileto que enviou à Terra para a ressurreição dentre os mortos. E que, por fim, não devemos adorar deuses pagãos, que são esculpidos em ouro, prata e pedras lavradas e que se encontrariam em templos construídos por mãos humanas. E foi assim que o Cristianismo se irradiou pelo mundo, quebrando mitos e tabus, e expondo o Caminho, a Verdade e a Vida.
Tenham todos um ótimo domingo!

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