ADVERTÊNCIA

ADVERTÊNCIA:

O conteúdo deste blog encontra-se protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98, art. 7º, caput, e art. 18). Qualquer cópia e/ou reprodução não autorizadas, seja qual for o meio, ensejará a devida responsabilização civil e criminal, ressalvadas aquelas que façam a citação expressa da autoria destas ideias.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Paralelo com as Principais Sub-Religiões Cristãs Brasileiras

AVISO: O que você vai ler a seguir é apenas e tão-somente uma definição/descrição, uma sistematização, ainda que indireta, do Cristianismo-Holismo, e não propriamente uma comparação. Respeito as diferenças, inclusive religiosas, inobstante acreditar que não é a religião que salva, mas, sim, a fé, as obras, a oração, o bem-querer... Portanto, sugiro que, uma vez iniciada a leitura desta postagem, faça-o até o fim, para melhor compreender o significado dela.


Característica em comum do Cristianismo-Holismo com o Catolicismo:

-A devoção a Maria, mãe de Jesus.

Características em comum do Cristianismo-Holismo com o Protestantismo:

-Desnecessidade de se dirigir à Santa Maria para se chegar a Jesus Cristo, ou a Este para se chegar ao Pai (desnecessidade de intercessão, ou prerrogativa de se dirigir diretamente ao Pai)

Isso não significa que não possa haver intercessão, ou que eu esteja impedido de interceder por alguém que esteja precisando de ajuda

-Prescindibilidade do uso de imagens e santinhos, esculpidos ou não. Isso significa que, se o holista tiver um santinho, por exemplo, ele pode dele se beneficiar para mais facilmente se encontrar com Deus, mas isso não é determinante. Se ele não tiver tal objeto, a sua oração em nada será prejudicada. Ao contrário, portando-o, tampouco estará adorando imagens, mas, verdadeiramente, o próprio Deus, conquanto sua meditação seja sincera e espontânea.

Característica em comum do Cristianismo-Holismo com o Espiritismo Cristão ou Cristianismo espírita:

-A crença no fenômeno da reencarnação, da vedação do retrocesso* e das ondas ou vibrações mentais

NOTA:
*A vedação do retrocesso (também conhecida como efeito cliquet) é um princípio originário do Direito Constitucional francês, segundo o qual existiria um impedimento para que determinados direitos fundamentais conquistados por uma sociedade sejam objeto de um consenso profundo, não podem ser objeto de um retrocesso.

"Enfim, a vedação do retrocesso significa: os direitos fundamentais conquistados por uma sociedade não podem ser objeto de um retrocesso quando da elaboração de uma nova constituição.  Enfim, é um princípio que serviria como uma limitação das características de Poder Autônomo e Incondicionado. O princípio impede que uma nova constituição retroceda em relação aos direitos fundamentais conquistados por uma determinada sociedade. São questões sobre as quais há um consenso profundo na sociedade. Ex.: direitos adquiridos – sua proteção é imprescindível para que haja segurança jurídica. Fábio Conder Comparato dá o exemplo de vedação à pena de morte, de que, mesmo numa nova constituição, não poderia haver outra hipótese de pena de morte, salvo guerra declarada.  OBS.: segundo os jusnaturalistas, o Poder Constituinte Originário encontra limites METAJURÍDICOS (para eles o PCO encontra limites no direito natural, somente os jusnaturalistas entendem assim)." (retirado de apostila de Direito Constitucional do Curso Intensivo I 2010, LFG - original destacado).

Transplantando tal princípio para o campo da espiritualidade, a proibição do retrocesso também atuaria para aqueles espíritos/seres que poliram a sua natureza, transformando-a para melhor, como em uma Constituição libertária e democrática, que prevê a intangibilidade do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. Dessarte, aquela pessoa que passou por uma etapa de sofrimentos que a fizeram remodelar o seu âmago, tornando-se mais humana e ao mesmo tempo mais espiritualizada, regra geral, não irá retrogredir para o seu anterior estado mais espúrio ou animalesco, ainda que possa cometer novos erros (mas nunca os mesmos, a não ser quando a misericórdia de Deus o permitir).

Características distintas entre o Cristianismo-Holismo e o Catolicismo:

-A Trindade Santa está para os católicos, assim como o Quarteto Santo está para o holista. Para os católicos, Deus se manifesta em pessoas três (Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo); já para o Holista, além das 3 entidades tradicionais adoradas pelos católicos, existe uma quarta que entrou para o círculo divino, que é Maria.

-Não existe a necessidade da eucaristia (ato de comungar com o sangue e o corpo de Cristo), não existe esse ritual, porque o holista comunga com o Cristo através da fé, da submissão, da paciência, da oração e meditação diárias, da prática do bem, da assunção das responsabilidades e tarefas perante a sociedade, enfim, através de tudo o que vem para o aprimoramento espiritual, pessoal, profissional e coletivo.
Também não existe a precisão de pedir a bênção para todo e qualquer objeto ou coisa, tal como a água que se vai beber (água fluidificada, para os espíritas; água benta, para os católicos). A bênção vem naturalmente com o ato de amar, perdoar, esperar em Deus, orar e meditar, interceder pelos necessitados etc. etc.
Isso não significa que, por não fazer o ritual eucarístico, o fiel não possa pedir a bênção para determinado objeto, por exemplo, que lhe sirva de amuleto. As bênçãos são importantes, tanto a objetos quanto a pessoas (a estas, especialmente).


-As questões da virgindade/castidade, da santidade e da deidade de Maria:


Para os católicos, Maria, embora seja santa, não é uma entidade divina, mas, no máximo, uma intercessora especial, a ponte entre o fiel e Jesus Cristo, de quem é a mãe, por isso também conhecida como a "A Mãe de Deus".

E não é só isso, o Catolicismo entende/crê que Ela, por ter sido /ser Santa, também foi/é virgem, dado que concebeu Jesus a partir da sombra do Espírito Santo (uma das manifestações de Deus - veja-se Lc, capítulo 1, versículos 34, 35 e 36), em vez de uma relação sexual como comumente ocorre entre mortais. 

Segundo essa mesma crença, Maria não teria tido nenhum filho a partir de contato sexual com José (nem com qualquer outro homem), já que, uma vez que era santa, inevitavelmente deveria ser virgem. Logo, Jesus Cristo não teria tido irmão(s) e/ou irmã(s).


Esse é o raciocínio feito pelos representantes da Igreja Católica, um raciocínio, por assim dizer, circular, excludente da natureza humana de Maria (por ser virgem, também é santa; só pode ser santa, porque virgem).

Ocorre que, de acordo com a fé holista, as coisas não são bem assim delineadas.

Em primeiro lugar, para o cristão-holista, Maria não só é santa, como também o próprio Deus. Explique-se o que se acaba de afirmar: Maria, de tão Santa que é, tornou-se uma entidade divina, compondo, juntamente com Deus-Pai (o Criador), Deus-Filho (Jesus) e Deus-Espírito-Santo (o animus divino), o Quarteto Divino, ocupando a posição de um quarto Deus (no círculo divino), em pé de igualdade para com os três anteriores, já que no mesmo plano espiritual, vindo a representar, sem medo de errar, as mulheres, e acima de tudo, as mães.

Ela não é, obviamente, Deusa, no sentido de Criadora de todas as coisas, sejam elas inanimadas, sejam vivas, do Universo [lembremos que o Criador de todas as coisas, o Criador do Universo em que vivemos, é o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó, o Deus de Israel, o mesmo  Deus que, com a Nova Aliança anunciada pelo Messias, acolheu toda a humanidade como sendo Sua filha, resgatando, assim, o título de Pai e Autor do Universo e de tudo o que n'Ele existe, ou seja, Ele é o Deus de todos os povos da Terra]. Voltando ao nosso discurso, como eu dizia, Ela não é uma Divindade que deu origem a tudo o que existe; Ela é Deusa, no sentido de Santa, Pura, de coração, porque somente fez o bem, livre, pois, do pecado original.

Isso também não conflita com a nossa segunda premissa, a de que, por ser Santa, Maria não necessariamente foi virgem, enquanto viveu aqui na Terra.

Ora, a qualidade da Santidade não por si só requer a "qualidade" da virgindade. Maria pode ter sido uma mulher pura de coração, de sentimentos, de intenções, sem ter sido virgem. Uma coisa não implica a outra, nem a outra exclui a primeira.


Tanto é verdade o que ora se deduz que o próprio Evangelho (Mt 12, 46-50; Mc 3, 31-35; Lc 8, 19ss) faz alusão à família de Jesus, qual seja, a sua mãe e os seus irmãos. Senão, vejamos:


Mt 12, 46-50:

46 Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar. 47 Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te. 48 Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? 49 E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 50 Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. 

Colado de http://www.avemaria.com.br/biblia/47/SAO-MATEUS/12


 Mc 3, 31-35:

31 Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32 Ora, a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram." 33 Ele respondeu-lhes: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" 34 E, correndo o olhar sobre a multidão, que estava sentada ao redor dele, disse: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 35 Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe." 

Colado de http://www.avemaria.com.br/biblia/48/SAO-MARCOS/3


Lc 8, 19ss:

19 A mãe e os irmãos de Jesus foram procurá-lo, mas não podiam chegar-se a ele por causa da multidão. 20 Foi-lhe avisado: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. 21 Ele lhes disse: Minha mãe e meus irmãos são estes, que ouvem a palavra de Deus e a observam. 

Colado de http://www.avemaria.com.br/biblia/49/SAO-LUCAS/8


Conforme se verifica da leitura de qualquer um dos três trechos, Jesus também tinha irmãos. Pelo menos essa parece ser a interpretação mais sensata, já que Maria não deixou de viver com José, depois que concebeu e deu à luz a Jesus.


Não se está aqui a questionar a concepção sobrenatural de Jesus. Como ser humano que se ligou intimamente ao Pai, não se pode duvidar de um tal fenômeno miraculoso. Quem somos nós para nos opormos a tanto?


O que se pretende com isso é esclarecer que depois de Jesus, muito provavelmente vieram outros filhos a Maria e a José, evidentemente, pelo método natural. Portanto, cremos que Jesus teve irmãos, ou melhor dizendo, meios-irmãos, já que tinham como ancestral comum apenas a mãe (José foi o pai afetivo, e não biológico, de Jesus, é bom que se fique claro isto).


Não concordamos, permissa venia, com o argumento segundo o qual a palavra "irmãos", na língua hebraica, pode significar também parentes próximos ou primos. É verdade que tal vocábulo tem uma acepção mais ampla, podendo significar aquele que é próximo espiritualmente. Mas no caso, nos Evangelhos cristãos, todas as palavras "irmãos" foram empregadas em seu significado estrito, denotativo, real.


Não fosse assim, em Lc 8, 21, Jesus teria afirmado que aqueles que ouvem e seguem a palavra de Deus são a sua mãe e os seus primos... (Esse argumento tem fundamento neste site: http://www.estudosdabiblia.net/bd32.htm).


Acreditamos, pois, que Jesus teve irmãos biológicos. Pelo menos, a isto alude o cap. 13, v. 55-56 de Mateus, além de 

João 2:12; 7:3-10; Atos 1:14; 1 Coríntios 9:5; Gálatas 1:19, sendo certo que alguns deles eram Tiago, José, Simão e Judas.


Tal entendimento decorre , pois, de uma interpretação sistemática desses diferentes livros do Novo Testamento.

Portanto, concluímos que a idéia de virgindade de Maria foi mitificada e difundida pelos resistentes e conservadores setores da Igreja Católica, que entendem que para haver santidade, é preciso virgindade sexual, quando o que mais deveria valer é a pureza de sentimentos e intenções, a bondade de coração, e não falsos moralismos arraigados a alguns estratos da nossa sociedade.

Reconheço, todavia, que a ideia da Virgem Maria é muito tentadora e interessante, tornando a mãe de Jesus ainda mais bela. Nem por isso, eu deixo de escutar e cantar músicas católicas, pois compartilho do mesmo espírito adorador, afinal de contas, eu também já fui católico (praticante, como se diz) outrora. Sei bem o que significam para os seus membros os conceitos, doutrinas, orações e símbolos, os quais eu não ouso blasfemar e/ou ultrajar, mas tão-somente e com todo o respeito, expor a maneira como enxergo as coisas.

Veja bem. O que estou escrevendo não é uma heresia ou blasfêmia. Estou, apenas, apresentando os pilares da minha fé. Isso é bem diferente daquele pastor que chuta a imagem de Nossa Senhora Aparecida, ou daqueles que pisoteiam e quebram crucifixos e a imagens de Jesus e/ou Maria, ou, ainda, daqueles que debocham, vestindo-se como o Santo Papa e as freiras, padres e santos em festas pagãs e desrespeitosas.

Característica distinta entre o Cristianismo-Holismo e o Protestantismo

-Enquanto protestantes/evangélicos, via de regra, oram exaltadamente (e até mesmo alguns movimentos católicos), entoando gritos que chegam a ensurdecer as vizinhanças dos seus templos, a prece para o holista é feita no silêncio do ambiente, bem como da mente, do coração e da alma (destes 3 últimos principalmente, de conformidade com o ensinamento de Jesus Cristo em Mateus, cap. 6, v. 6: "Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á"). 

De fato, para a maioria das pessoas, pode ser que a mente agitada, inquieta, impossibilite a permanência de Deus. Se não acalmar-se, Deus inevitavelmente nela naufragará, como em um mar revolto.

Além disso, o holista medita, escutando a voz da própria consciência e de Deus, com Este conversando como se estivesse conversando com um amigo especial.

Características distintas entre o Cristianismo-Holismo e o Espiritismo Cristão ou Cristianismo espírita:

Muitos cristãos espíritas dão credibilidade (às vezes, até às cegas) aos chamados médiuns, aqueles que teriam uma aguçada sensibilidade com o mundo do espírito, chegando mesmo a incorporar tais entidades espirituais ou a psicografar relatos daqueles que já partiram da existência material-corporal.

Vão ao ponto de narrar nos mínimos detalhes as experiências do além, os lugares visitados, as vibrações mentais e influências de outros espíritos (desde os menos iluminados até aos mais nobres).

Para o cristão-holista, que usa sua capacidade de raciocínio, tais "experiências" ou "histórias" são claramente exageradas. Não existem provas científicas, ou que tenham um mínimo de razoabilidade, de quem fulano foi no passado, para qual região espiritual beltrano foi tragado ou alçou vôo, quais experiências (sofrimentos ou deleites) sicrano teve em tais lugares.

Que autoridade um dado médium teria para descrever em minúcias o mundo do além ou se comunicar com espíritos dos parentes aflitos que o procuram? Porventura, ele não é humano, como qualquer um de nós? Por que teria esse poder, então, e nós, não?

Até que medida acreditar em tais coisas, sabendo que somente a Deus é dado conhecer o destino daqueles que já partiram ou qual personagem histórico (ou não) determinada pessoa foi no passado ou como seria o Paraíso ou inferno espirituais, já que tais fenômenos estão muito além da capacidade de ciência do homem?

Em um mundo como o de hoje, no qual vivemos, em que a corrupção e a miséria se proliferam como os mais asquerosos bichos, é óbvio que existem muitos charlatões, bandidos e gente má-intencionada, ávidos a lucrar às custas da inocência de muitos, alegando ter sensibilidade e mediunidade**. Se assim não fosse, seria muito fácil a qualquer um de nós nos tornarmos médiuns, desde que, "inspirados" pelos dogmas espíritas, afirmássemos qualquer coisa a respeito daquele que nos procura, alegando que ele não tem a visão que nós temos.

Trata-se normal e evidentemente de uma especulação para adquirir notoriedade e riqueza ilicitamente.

O melhor que o fiel a Deus tem a fazer é Neste confiar e em seu anjo da guarda, viver o presente sem se preocupar à toa, em vão, construir a sua vida pessoal e profissional, à custa de esforço e sacrifício pessoal, e ter fé que, uma vez cumprida sua missão aqui na Terra, certamente se reencarnará em um mundo melhor e poderá fazer façanhas que antes nem poderia imaginar.

NOTA:

**Por favor, senhoras e senhores espíritas, não me levem a mal. Não quis dizer que todo médium espírita é inescrupuloso. Quero, isto, sim, afirmar que há seguidores desta doutrina - como, aliás, em toda e qualquer área onde atuem os seres humanos - que não têm ética no seu proceder, ao fazer augúrios e arrogar para si a capacidade de se comunicar com espíritos desencarnados, quando é óbvio que estão faltando com a verdade.

É certo, por outro lado, que existem médiuns realmente íntegros, que, a meu ver, podem verdadeiramente ter uma sensibilidade mais desenvolta para aqueles fenômenos. Isto não se pode negar. Tome-se como exemplo o médium mineiro Chico Xavier. Sem dúvida alguma, ele tem a sabedoria e a graça de um vero mestre. É notória a ciência por parte do povo brasileiro (e também dos estrangeiros) das suas mensagens de paz, amor e conforto, inspiradas na doutrina  e princípios espíritas, tais como o da reencarnação.


(Aliás, a corrupção ou a correção do caráter são propriamente da natureza humana, e não de uma religião ou profissão específicas).

Agora, o que é desprovido de plausibilidade é o proceder sensacionalista de alguns adeptos do espiritismo, os quais, ao invés de emitirem mensagens reconfortantes, tranquilizantes, para aqueles que estão aflitos, empregam-se, pelo contrário, do terror, infundando medo em pessoas que já estão fragilizadas, do tipo: "se você se comportar desse ou daquele jeito, você será enviado para esta ou aquela região espiritual ao cabo da sua vida corporal". Como se ao homem coubesse a incumbência de julgar o seu semelhante. E, no entanto, sabemos que só a Deus compete tal atribuição.

O que estou a discursar é um alerta a essas pessoas que estão deprimidas, vazias de espírito, e querem uma resposta para o seu problema. Cuidado! Vocês podem estar caindo nas mãos de um leviano. Você, que se encheu de culpas e se martirizou, porque agiu de tal ou qual maneira, realmente acreditaria que o Pai desampara os seus filhos queridos? Você acha que Ele quer te ver sofrendo horrores, quando na verdade você foi apenas inadequado, não cometeu crime algum? Então, não creia em tais ou quais presságios.

Eu prefiro acreditar no Bem! E você?

Característica comum a todo cristão: 
Apesar das diferenças e discordâncias entre estes 4 (quatro) ramos do Cristianismo, conforme visto, existe um aspecto comum a todos eles, que é o que fala mais alto e que nos lembra que todas as quatro são irmãs e fraternas, qual seja: amar a Deus sobre todas as coisas, amar ao próximo como a si mesmo, assim como o Pai nos ama e o Filho ama ao Pai e aos seus amigos (os seus seguidores ou não)***. E este amar significa ter paciência, que a sua hora irá chegar, e assim se comportando, receberá como graça a paz; uma vez de posse desta, poderá desde já perdoar, visto que o amar implica o perdoar. Perdoar não é outra coisa senão amar, e amar, perdoar. Portanto, aquele que não sabe perdoar, não pode amar, e não pode receber a clemência de Deus, pois da mesma forma que Ele nos perdoa, Ele quer que nós perdoemos o próximo. Aquele que está em débito para com seu irmão, está em débito também para com Deus****.
Resumindo, o aspecto comum a todo cristão é a atitude de amar.

NOTA

***Por isso mesmo é que não existe uma religião ou crença ou fé (qualquer que seja o nome que se dê à confiança em tudo o que é Justo, Bom e Correto) que seja melhor do que a outra. O que há são diferentes ângulos de ver um mesmo fenômeno.

****Obs: não fui eu quem deu esta lição moral. Quem primeiro ensinou isto foi Jesus Cristo (o Sermão da Montanha, em Lc, cap. 6, versículos 27 a 38 e Mt, cap. 18, versículos 15 a 18 e 21 a 35). Eu estou apenas repetindo.

*5. Por gentileza, senhoras e senhores cristãos católicos, evangélicos e espíritas, não levem tudo quanto aqui exposto para o lado pessoal. Eu não tive a intenção, ao fazer esse paralelo, de ofender o sentimento religioso de ninguém.
Tudo o que eu desejei e cuidei por fazer foi delimitar os conceitos, as crenças, as linhas de pensamentos, enfim, os dogmas da minha profissão de fé
[Aliás, nós, juristas, bem o sabemos que na ação de usucapião, faz-se necessária a citação de todos os confinantes com a finalidade justamente de delimitar, delinear, demarcar o bem imóvel usucapiendo, impedindo que o usucapiente invada propriedade alheia. Foi com o mesmo intuito que eu citei as "religiões vizinhas"].

Como disse, não há um credo melhor do que o outro, o que há são diferentes modos de enxergar um mesmo fenômeno. Afinal de contas, como disseram alguns filósofos, o que é a verdade???

Por outro lado, reconheço que não se discute religião. Mas só em parte. Efetivamente, o fanatismo e a intolerância para com a diversidade podem distorcer a mente de qualquer indivíduo, fazer com que ele fique cego, julgando-se o dono da verdade, que, para ele, é absoluta (como se ele fosse mesmo o próprio Deus).

Mas também é certo que aqueles que reconhecem a sua própria limitação, que sabem discutir, expor e debater ideias, respeitar as diferenças, enfim, todo sensato estará preparado para discutir qualquer assunto, por mais polêmico que seja.

Portanto, peço-lhes, encarecidamente, que tomem esses pontos em consideração e pensem duas vezes antes fazer um comentário desairoso.

Se você não concorda comigo, sinta-se livre para manifestar a sua opinião. Agora o que não é legal é proferir insultos. Isso é deselegante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário